Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008
Cena do quotidiano
Esta manhã vi uma cena que parecia uma qualquer cena de uma série de segunda escolha da produção americana.
 
Fui tomar café onde costumo ir de manhã junto a uma estação de comboios e quando estava a acordar e a sorver o café começo a ouvir uma espécie de algazarra e alguém a comentar que estavam muitos polícias na estação.
 
Depois de beber o café e de acender um cigarro resolvi, como bom português, ir ver o que se estava a passar.
 
Estava um indivíduo de raça negra com aspecto de operário a falar alto de um modo que parecia ser uma provocação aos polícias.
 
Os agentes olhavam e ele falava, já com muita gente á espera de saber qual o desenrolar da situação, até que de repente o indivíduo despe-se da cintura para cima e diz algo como “venham todos um a um que eu trato de vocês…”
 
Nessa altura um grupo de quatro agentes começam a deslocar-se na direcção do indivíduo e aí a cena parecia mesmo de um filme pelo caricato e pela imagem que transmitia, o “fugitivo” de raça negra e de tronco nu e os perseguidores curiosamente todos de raça branca e de cabeças rapadas…
 
Ao mesmo tempo movimentação de carros da policia e de mais agentes.
 
Sucedeu-se uma perseguição com cerca de dez agentes e três carros atrás de um homem a pé que ao fim de uns três minutos apanharam o homem.
 
O que se terá passado a seguir não sei mas questiono será preciso tantos meios para apanhar uma única pessoa?
 
Não sei mesmo mas que parecia um filme de série B parecia…
 



Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008
Horários
Esta é uma questão curiosa
Existem diversos horários na vida das pessoas, os horários biológicos, os horários de trabalho e se calhar até muitos outros horários.
O que eu posso chamar horário biológico acaba por ser aquela tendência de cada pessoa de ter um maior rendimento de trabalho a uma hora específica.
Conheço quem renda extraordinariamente bem de manhã, quem só consiga trabalhar de jeito á tarde e também quem só consiga verdadeiramente trabalhar com rendimento á noite.
Por outro lado os horários de trabalho quase nunca teem em conta a realidade do horário biológico regendo-se sim por outros imperativos de ordem económica e social.
E em termos de horários de trabalho exigem os que são rígidos e os que são flexíveis.
Logicamente que qualquer pessoa quando vai trabalhar para alguma empresa ou instituição deverá saber á partida quais serão as regras do jogo.
Pode haver controle físico e/ou electrónico, apenas controle visual, dependendo da actividade pode haver uma flexibilidade no tempo desde que as actividades estejam em dia.
Mas de qualquer modo existem as regras instituídas.
O que me leva a depois desta volta toda chegar aonde eu estava a pensar quando comecei este texto.
Em certos locais tal como aquele onde eu exerço a minha actividade existe uma máquina diabólica chamada relógio de ponto.
Pensando bem não é assim tão diabólica é apenas um registo.
E como temos um horário flexível bem como um conjunto de ferramentas que permitem as chamadas baldas ou fugas ao sistema não é nada de especial.
Mas o que me irrita solenemente são os chamados espertos/as que por exemplo logo de manhã antes das 9 vão picar o ponto e como ninguém vê desaparecem e vão á sua vida voltando ao serviço quando calhar bem como os que desaparecem á tarde e depois pela calada depois das seis vêem picar o ponto ou ainda também os que deixam o instrumento de picar com alguém e nem sequer põem os pés no serviço.
Podem-me chamar o que quiserem mas eu a essa gente fazia-lhe a folha e era uma folha azul de 25 linhas porque a desonestidade é crime seja onde for.
Pena que certos dirigentes não tenham os tomates suficientes para tal.
E com esta indignado hoje vos deixo.
 

música: Time - Pink Floyd


Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007
Companhia e Solidão

É bastante curioso o que por vezes acontece
Podemos estar rodeados de pessoas e estarmos a sentir solidão
Ouvem-se vozes, conversa-se dialoga-se e ao mesmo tempo sentimos que estamos sozinhos
Mas é um sozinho de não se estar com quem se deseja
Uma vontade de nos sentirmos complementados o sabermos como poderemos estar complementados mas não o conseguirmos fazer
É assim que estamos acompanhados e sozinhos ao mesmo tempo
Podemos até estar a conversar a resolver assuntos, a trabalhar e estar tudo a correr como desejamos, mas se paramos um pouco para pensar apenas em nós sentimos que estamos sós.
Não um só por opção ou abandono de quem nós desejamos que nos rodeie mas um só por não estarmos com quem desejamos.
Quando isto escrevi estava só rodeado por muita gente
Acontece quando se sente mais a falta




Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007
Natal Prendas e Afins
Por estarmos nesta época este é um tema interessante e curioso Tenho uma maneira de pensar que acaba por sair um pouco fora do espírito que se vive nesta época. Mas começando pelo Natal, tradicionalmente o Natal seria uma festa essencialmente religiosa de culto e fé, mas ao longo do tempo foi derivando um pouco, actualmente é uma festa associada à reunião das chamadas famílias como núcleo aglutinador, época dedicada à solidariedade publicitada bem como ao comércio compulsivo. Começando pela família A família é algo que se tem e não se escolhe, dado a que não estou a falar da parte do casamento para quem for casado, pois isso em alguma parte do tempo implicou uma escolha. Por tradição mesmo que os elementos da família tenham andado todo o ano de candeias ás avessas no Natal teem que afivelar um sorriso dar palmadinhas nas costas e trocar os tradicionais presentes mesmo que seja uma treta comprada na loja do chinês. O que me leva a passar para as prendas. As prendas na minha opinião nunca deveriam ser dadas por obrigação nas datas em que o sistema convencionou que acabam por ser impostas pelo comercio pela publicidade e pelas convenções. Porque carga de água é que um par de namorados tem que dar uma prenda no dia dos namorados? Será que só nesse dia é que podem expressar com um objecto o que sentem um pelo outro ou será que são obrigados a expressar para evitar um amuo da outra parte? Convenções apenas impostas pela sociedade para as quais a maior parte das pessoas não capazes de alterar e de viverem a vida como realmente sentem, acaba por ser um espírito de carneirada nada mais pois o oferecer deve ser apenas o reflexo de um sentimento que é completamente independente da data em que se possa estar. Mas continuando Temos também a chamada solidariedade A solidariedade atinge o pico no Natal parece que só nesta altura é que existem coitadinhos, nesta época toda a gente quer ajudar alguém mas esquecem-se que quem precisa de ajuda precisa dela todo o ano e que o que proporcionam no Natal nunca chega para um ano inteiro, por isso eu considero que todas essas campanhas centradas no Natal são apenas hipócritas quase uma forma de mostrar que existe quem se preocupe e que fez a sua obrigação mas que essa obrigação só é mesmo válida no Natal. Existem também as prendas de obrigação nesta época, aquelas que são dadas a pessoas que supostamente podem fazer favores ou prestar serviços, aquelas que são dadas como quase retribuição pois quem as dá pensa que se não der vai ser prejudicado ao longo de um ano de trabalho ou que os filhos na escola vão ser tratados de um modo diferente na escola onde estão. Esta época não passa de uma maquinação que foi sendo avolumada pelo tempo com a pressão da religião e dos poderes comerciais. Pessoalmente é uma época que eu gostaria de passar numa ilha deserta com quem eu pudesse escolher sem troca de prendas mas apenas com trocas de sentimentos nada mais. Os afins que devem ter ficado esquecidos ficarão para outra altura.


Brincar
Brincar é uma palavra que pode ser aplicada em imensas situações
Podemos brincar com as palavras podemos brincar com as pessoas sei lá podemos brincar com imensas coisas.
Existe uma coisa com que eu adoro brincar
Adoro mesmo brincar com as palavras
Jogar com os significados
Dar a ideia do que pode ser mas que acaba por não ser
Encaminhar a maneira de pensar para um lado e concluir de um modo diferente
As palavras não serão mais que uma ferramenta de comunicação
Mas podem ser sempre moldadas de acordo com o que se deseja
Também o existirem diversos significados para cada palavra ajuda imenso à brincadeira
Existem imensas frases feitas ou usadas por diversas pessoas que expressam bem o que acabei de dizer e não resisto a transcrever uma que não me sai da memória:
“Tenho uma vontade enorme de cobrir…
o corpo com uma manta e dormir uma bela sesta”
Este é um exemplo do brincar com as palavras
Por vezes quando se escreve a brincadeira sai naturalmente
E acaba por sair de uma forma bem mais natural em conversas dando as respostas que fazem com que se altere o rumo da conversa de um modo bem natural
O encaminhar alguém para dizer o que desejamos sem que essa pessoa se dê conta
Acaba por ser um exercício interessante é quase uma manipulação involuntária
Um aproveitar de palavras que são ditas que são levadas para onde desejamos
Se existem então duas pessoas com essa tendência a conversa então é bem mais que interessante acaba por ser quase um jogo de xadrez verbal dizendo-se uma coisa agora mas estando a pensar quatro frases à frente e isso faz com que se acabe uma conversa cansado mas com uma leveza de espírito enorme
Gosto de conversar gosto de comunicar e adoro brincar
E parafraseando a patroa do Ambrósio…
Apetece-me algo…. (o que será?)



Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007
Nevoeiro de novo
Curiosamente o nevoeiro sempre foi um tema que me inspirou, já em tempos foi tema para um texto que aqui deixei.
 
O nevoeiro a mim puxa-me sempre para o sonho bem como para as imagens de Lewis Carrol na Alice o passar para o outro lado do espelho.
 
O tudo aparecer difuso sem se ver bem à distancia faz com que se possa imaginar o que se desejar que possa estar onde não se vê e ao irmos caminhando é como se o nosso sonho ou o nosso desejo esteja ao virar da esquina.
 
O passar para o outro lado do espelho sempre me fascinou, faz parte do entrar num imaginário completamente criado por quem pensa em que tudo corre e acontece de acordo com os nossos desejos.
 
Seria bom podermos passar umas férias todos os anos nesse local pois sinto que isso faria com que as nossas energias subissem a um ponto máximo, mas por outro lado poderia provocar uma enorme nostalgia quando o sonho acabasse e tivéssemos que voltar à realidade.
 
E o falar nisto acaba por fazer vir à mente a ideia que nunca estamos satisfeitos com o que temos pois existe sempre algo que queremos mudar, mas isso é algo que temos que ver com um espírito positivo e não negativo.
 
E espírito positivo porque?
Porque se queremos mudar é sinal que sabemos o que está mal e como o por bem e também que temos a força e a vontade para mudar e fazer com que as coisas fiquem mais de acordo connosco e com o que desejamos.
 
Por isso para mim o nevoeiro é bem positivo
 



Terça-feira, 27 de Novembro de 2007
Motivação
Motivação uma palavra com apenas nove letras mas que pode ter mais do que nove significados.
 
Quem me possa estar a ler poderia pensar que iria agora fazer uma lista de todos os mais que nove significados da palavra, mas não é nada disso que tenho vontade de fazer hoje.
 
Tenho vontade de rodear a palavra de brincar com a palavra de jogar com a palavra
 
A motivação basicamente é um motor ou um catalizador o que pode ser descrito então como uma força que nos faz mover
 
Mas faz com que o movimento seja para onde?
 
Acaba por nos movimentar no sentido em que fomos estimulados, esse estimulação pode ser apenas um pequeno empurrão para algo que já estava latente em nós, acaba por ser o golpe de asa que o poeta falava para chegarmos mais alem.
 
Para estarmos motivados por vezes basta um gesto ou uma palavra que nos toca no momento certo e quando estamos sensíveis a que tal possa acontecer.
 
A mesma palavra dependendo do nosso estado de espírito tanto pode motivar como desmotivar, tudo tem que ser sentido dentro de um contexto.
 
Mas eu gosto das palavras positivas em enquadramento positivo que depois de serem ouvidas ficamos num estado de força em que nada nos pode derrubar em que toda e qualquer contrariedade é como uma mosca que se afasta com um simples enxotar e não nos afasta do caminho que desejamos.
 
Porque aí sim estou motivado e nada nos afasta do que realmente queremos
 
E quem quer e está motivado de certeza que vai alcançar



Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007
Voltar
Por vezes usa-se esta palavra para significar um retomar, um recomeçar ou algo de equivalente.
 
Neste caso o voltar é apenas um voltar a escrever o que não quer dizer escrever as mesmas coisas ou escrever da mesma maneira.
 
Para escrever é necessário motivação, tema e paz de espírito.
 
A motivação existe à algum tempo, não interessa o que motiva a escrita o importante é existir essa motivação, os temas bailam na mente mas por vezes teem uma certa dificuldade em aterrar ou estabilizar apenas vogam sem sentido nem destino.
 
A paz de espírito é o factor mais complexo de todos, pois pode existir em termos de se ter tudo calmo e sabermos para onde queremos ir mas podem existir os factores externos de pressão nomeadamente em termos de trabalho que nos fazem ocupar de um modo não voluntário os nossos pensamentos.
 
Mas voltei a escrever não sei com que regularidade nem com uma linha certa de temas ou pensamentos, mas com uma vontade de escrever umas coisitas.
 
De passar para este meio umas ideias e pensamentos reflexos de vivências e da maturação de certas ideias.
 
E por agora ficam apenas estas.



Terça-feira, 17 de Abril de 2007
Engenheiros
Pode parecer um tema estranho ou mesmo diferente para aparecer aqui neste meu canto.
Não costumo seguir as tendências de opinião mas este é um tema que me toca de uma certa maneira.
Eu sou Engenheiro e posso afirmar que o sou.
Quer se queira quer não existem para aí umas leis esquecidas no fundo de algumas gavetas que dizem quem é que poderá exibir o título de Engenheiro e como ainda não foram alteradas creio que ainda estarão em vigor.
Mas vivemos numa sociedade que vive de títulos
Qualquer gato sapato quer ter um titulo atrás do nome
E quando não o teem tentam ser criativos para o arranjar
Ainda me lembro de uma pessoa que eu conheci que tinha no cartão de visita assim “Diplomado em Engenharia Civil”, pois como não podia exibir o referido título de Engenheiro acabava por lançar a confusão.
Agora anda para aí meio mundo a discutir se o dito cujo é ou não Engenheiro se lhe saiu o curso na farinha Amparo ou se pelo contrario aproveitou uma das possíveis ofertas que aparecem na net para se conseguir um diploma.
E na minha opinião anda toda a gente a perder tempo e nada mais
Se o dito cujo exercesse a actividade para a qual tirou ou não o dito curso pois deveria ser tudo devidamente apurado, mas pelo que se vê à muito que tal não exerce e tudo indica que nunca vá exercer, preocupem-se com os verdadeiros problemas e não atirem areia para os olhos de quem por aqui anda.
Uma coisa é bem certa nunca lhe chamarei colega
E isso por duas razões
Primeiro porque a chamar colega ele teria que ser Engenheiro como eu e acaba por não o ser
E em segundo lugar no meu tempo de tropa o nome colega tinha umas certas conotações que não me agradam nada
Por tudo isto deixem os Engenheiros serem Engenheiros e os outros que façam as outras coisas também necessárias, se são importantes ou não nem sequer comentarei



Terça-feira, 3 de Abril de 2007
A primavera
Primavera, uma estação do ano que convencionalmente tem inicio em Março, o dia acaba por não ter importância nenhuma.
 
É associada ao aumento do tempo do dia em contraponto com a diminuição da noite, é associada à chegada das andorinhas migratórias, é associada ao florescer das plantas e das flores.
 
Tudo isso é uma grande verdade, mas acaba por ser apenas um conjunto de lugares comuns que sempre que a Primavera começa alguém se lembra de voltar a citar.
 
A primavera deveria ser antes um estado de espírito que deve ser potenciado pelo calor do sol e pelo verde dos campos
 
Um estado de espírito que nos faça bem, que faça com que gostemos ainda mais de nós pois estamos a florescer de novo pois somos de novo radiosos e brilhamos tanto como o sol
 
A primavera é o hino a nós próprios o sabermos que vivemos e que temos que desfrutar plenamente a vida, a nossa vida, e pensarmos que tudo o que antes aconteceu, aconteceu mas já passou, e agora temos que viver novas experiências, ter novas vivências e viver.
 
Viver intensamente antes que se acabe, realizar os nossos sonhos e fantasias, fazer aquela loucura que sempre receamos fazer, partir naquela viagem que foi sempre adiada, em resumo viver mesmo e não deixar para quando calhar.
 
Primavera é vida e é muito mais do que lugares comuns
 
Sinto-me vivo



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