Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

Natal Prendas e Afins

Por estarmos nesta época este é um tema interessante e curioso Tenho uma maneira de pensar que acaba por sair um pouco fora do espírito que se vive nesta época. Mas começando pelo Natal, tradicionalmente o Natal seria uma festa essencialmente religiosa de culto e fé, mas ao longo do tempo foi derivando um pouco, actualmente é uma festa associada à reunião das chamadas famílias como núcleo aglutinador, época dedicada à solidariedade publicitada bem como ao comércio compulsivo. Começando pela família A família é algo que se tem e não se escolhe, dado a que não estou a falar da parte do casamento para quem for casado, pois isso em alguma parte do tempo implicou uma escolha. Por tradição mesmo que os elementos da família tenham andado todo o ano de candeias ás avessas no Natal teem que afivelar um sorriso dar palmadinhas nas costas e trocar os tradicionais presentes mesmo que seja uma treta comprada na loja do chinês. O que me leva a passar para as prendas. As prendas na minha opinião nunca deveriam ser dadas por obrigação nas datas em que o sistema convencionou que acabam por ser impostas pelo comercio pela publicidade e pelas convenções. Porque carga de água é que um par de namorados tem que dar uma prenda no dia dos namorados? Será que só nesse dia é que podem expressar com um objecto o que sentem um pelo outro ou será que são obrigados a expressar para evitar um amuo da outra parte? Convenções apenas impostas pela sociedade para as quais a maior parte das pessoas não capazes de alterar e de viverem a vida como realmente sentem, acaba por ser um espírito de carneirada nada mais pois o oferecer deve ser apenas o reflexo de um sentimento que é completamente independente da data em que se possa estar. Mas continuando Temos também a chamada solidariedade A solidariedade atinge o pico no Natal parece que só nesta altura é que existem coitadinhos, nesta época toda a gente quer ajudar alguém mas esquecem-se que quem precisa de ajuda precisa dela todo o ano e que o que proporcionam no Natal nunca chega para um ano inteiro, por isso eu considero que todas essas campanhas centradas no Natal são apenas hipócritas quase uma forma de mostrar que existe quem se preocupe e que fez a sua obrigação mas que essa obrigação só é mesmo válida no Natal. Existem também as prendas de obrigação nesta época, aquelas que são dadas a pessoas que supostamente podem fazer favores ou prestar serviços, aquelas que são dadas como quase retribuição pois quem as dá pensa que se não der vai ser prejudicado ao longo de um ano de trabalho ou que os filhos na escola vão ser tratados de um modo diferente na escola onde estão. Esta época não passa de uma maquinação que foi sendo avolumada pelo tempo com a pressão da religião e dos poderes comerciais. Pessoalmente é uma época que eu gostaria de passar numa ilha deserta com quem eu pudesse escolher sem troca de prendas mas apenas com trocas de sentimentos nada mais. Os afins que devem ter ficado esquecidos ficarão para outra altura.
publicado por ZePedro às 11:03
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4 comentários:
De O Mar e amar a 5 de Dezembro de 2007 às 18:08
Nunca mais os natais da minha infância vão voltar. É desses k tenho saudades. Do levantar de manhã e ir a correr à chaminé ver os presentes k ali foram deixados. O cheirinho das couves e do bacalhau cozido com as batatas nas consoadas (altura única k como este "petisco") trazem-me recordações k vou ter até k um dia a memória me possa passar alguma rasteira. Hoje, tal como o Pedro diz, celebrar o natal é kuase como k uma obrigação de reunião, palmadinhas nas costas, as prendas, as compras, etc, etc, etc.
Confesso k nesta época tenho sempre uma prendinha para a minha família mais chegada (pais, irmão, marido e muito pouco mais) e como sempre gostei do Natal , o mais importante para mim e poder ter a minha mãe junto de mim e com saúde. A idade dela já não me permite fazer planos para muitos mais anos e durante o ano vejo-a e estou com ela, mas neste dia gosto sempre de o passar com ela. É ela o meu Natal, é ela o meu presente mais importante. É o sentimento puro do amor k ofereço à minha família k todos os anos passa o Natal comigo.

Até........
De HM a 7 de Dezembro de 2007 às 11:00
Raio de plagiador mental, carago!!! lolol
Só estava à espera de mais uns diazitos para desenvolver esse tema... :((
Mas se pensas que o vou deixar de fazer, estás redondamente engando, eheheheh.

Bjokas
HM
De O Mar e amar a 18 de Dezembro de 2007 às 16:29
Não pecebo porque teve k responder dentro do meu pensamento.
De Maria Luìs a 21 de Fevereiro de 2008 às 00:52
Concordo a 100% com a tua visão desta época. Por isso mesmo eduquei os meus filhos no sentido de serem generosos para com o próximo durante o ano inteiro. Essa tarefa eu consegui realizar. São os dois bombeiros voluntários e ainda o meu filho faz parte de um grupo chamado Companheiros da Noite, fazendo a distribuíção de sopa e outros alimentos, assim como agasalhos vários, pelos sem-abrigo e por pessoas de fracas posses, não só no Natal, mas durante todo o ano.
O meu Natal nem sempre foi como é hoje. Recordo-me dos Natais quando os meus avós maternos eram vivos, com muitas saudades. Depois de adulta, o Natal é o sorriso dos meus filhos. Pela 1ª vez na vida, no ano 2006, passei o Natal sózinha com o meu cão. Os meus filhos foram para Inglaterra, ter com o "pai". Apesar da distância, senti-os comigo, sempre a telefonarem quase de meia em meia hora.
Mas o pior Natal da minha vida foi há 12 anos atrás. Não consegui comprar prendas para lhes dar. Mesmo assim, para duas crianças com 5 e 7 anos, o mais importante foi estarmos juntos, em harmonia e em paz. Foi a melhor prenda que alguém me poderia dar. Esse é, para mim, o verdadeiro espírito do Natal.

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