Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

Horários

Esta é uma questão curiosa
Existem diversos horários na vida das pessoas, os horários biológicos, os horários de trabalho e se calhar até muitos outros horários.
O que eu posso chamar horário biológico acaba por ser aquela tendência de cada pessoa de ter um maior rendimento de trabalho a uma hora específica.
Conheço quem renda extraordinariamente bem de manhã, quem só consiga trabalhar de jeito á tarde e também quem só consiga verdadeiramente trabalhar com rendimento á noite.
Por outro lado os horários de trabalho quase nunca teem em conta a realidade do horário biológico regendo-se sim por outros imperativos de ordem económica e social.
E em termos de horários de trabalho exigem os que são rígidos e os que são flexíveis.
Logicamente que qualquer pessoa quando vai trabalhar para alguma empresa ou instituição deverá saber á partida quais serão as regras do jogo.
Pode haver controle físico e/ou electrónico, apenas controle visual, dependendo da actividade pode haver uma flexibilidade no tempo desde que as actividades estejam em dia.
Mas de qualquer modo existem as regras instituídas.
O que me leva a depois desta volta toda chegar aonde eu estava a pensar quando comecei este texto.
Em certos locais tal como aquele onde eu exerço a minha actividade existe uma máquina diabólica chamada relógio de ponto.
Pensando bem não é assim tão diabólica é apenas um registo.
E como temos um horário flexível bem como um conjunto de ferramentas que permitem as chamadas baldas ou fugas ao sistema não é nada de especial.
Mas o que me irrita solenemente são os chamados espertos/as que por exemplo logo de manhã antes das 9 vão picar o ponto e como ninguém vê desaparecem e vão á sua vida voltando ao serviço quando calhar bem como os que desaparecem á tarde e depois pela calada depois das seis vêem picar o ponto ou ainda também os que deixam o instrumento de picar com alguém e nem sequer põem os pés no serviço.
Podem-me chamar o que quiserem mas eu a essa gente fazia-lhe a folha e era uma folha azul de 25 linhas porque a desonestidade é crime seja onde for.
Pena que certos dirigentes não tenham os tomates suficientes para tal.
E com esta indignado hoje vos deixo.
 
música: Time - Pink Floyd
publicado por ZePedro às 09:03
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De Marina Andrade a 8 de Janeiro de 2008 às 21:56
De facto um dos GRANDES problemas do nosso país reside exactamente no facto de as pessoas utilizarem o seu hórario de trabalho para fazerem tudo menos para fazer aquilo para que lhes pagam... Estar na net, ler revistas, falar de coisas ridiculas, todos os motivos são válidos para não se trabalhar!
Entre aqueles que picam o ponto e se vão embora e os que ficam a fazer este tipo de coisas que acabei de descrever, sinceramente, prefiro os primeiros, pois estes não fingem que estão a trabalhar! Veja-se o caso dos funcionários públicos... Essa gente que é paga maioritariamente através dos nossos impostos e que não fazem absolutamente nada!!! Não cumprem prazos, não sabem (ou não querem) responder a dúvidas dos utentes e a única coisa que sabem fazer é manifestações e greves! E depois ainda tem o desplante de dizer que querem aumentos salariais... VERGONHOSO!

Só mais uma pequena nota: Nos Tribunais, folhas azuis de 25 linhas já não se utilizam... basta uma folha A4 normal... :-)
De ZePedro a 9 de Janeiro de 2008 às 11:50
Já há muito tempo que não respondia a algo que seja escrito neste meu espaço mas para tudo existe um momento próprio.
A questão da produtividade e da ocupação do chamado tempo de trabalho é algo que merece uma enorme reflexão.
Existem na verdade os baldas assumidos mas apenas em termos físicos já que dizem que estão mas acabam por não estar e os baldas dissimulados que estão mas nada fazem.
Para mim serão todos iguais apenas mudando o método.
Agora a questão dos funcionários públicos
Na realidade existe uma fama e um rótulo que está ligada ao funcionalismo publico
Embora a realidade seja um bocadinho diferente
Para se poder na realidade avaliar o desempenho do funcionalismo público deve existir um real conhecimento de causa e não apenas umas amostragens não significativas do todo.
É uma das regras base da estatística que as extrapolações quando mal feitas podem provocar erros muito grosseiros.
Mas passando á minha experiência:
Trabalho á quase 24 anos tendo começado no funcionalismo publico por 6 anos, depois pela actividade privada durante 10 anos e vim para o funcionalismo autárquico daí que possa ter uma visão bem mais abrangente.
Na realidade existe bastante gente no funcionalismo público que não ligam ao trabalho que tem que ser feito e que acaba por tratar mal com quem lidam, mas isso é algo que de uma certa forma também existe nas empresas privadas.
Mas também existe muita gente no funcionalismo publico que se preocupa e dá resposta atempada ás solicitações do publico e não estarei apenas a falar de mim mas de alguns casos que conheço que poderei descrever numa outra qualquer altura.
Mas complementando a chamada fama poderei dar mais uma dica, muito do mau serviço existente é da exclusiva responsabilidade das chefias e não apenas dos funcionários, a maior parte das chefias não tem os tomates necessários para decidir e é por isso que as coisas parecem ser culpa da cara de quem nos atende.
Por isso aconselho muito cuidado com as extrapolações e as generalizações ficando disponível para demonstrar tudo o que acima foi afirmado.
E a folha de 25 linhas era apenas uma figura de estilo….
De Marina Andrade a 9 de Janeiro de 2008 às 21:30
Primeiramente, de facto, nunca tive a grandiosa oportunidade de experimentar o que denomina de "funcionalismo público" (quando na minha opinião deveria chamar-se "desfuncionalismo público") mas não nos podemos esquecer que na minha profissão, muito do meu trabalho depende exactamente dos funcionários públicos (do Tribunal, das Finanças, dos Institutos Públicos, das Câmaras Municipais, etc ), logo, a minha amostragem, apesar de temporalmente curta, é muito substancial! Não percebo a sua indignação se for verdade aquilo que diz... que é um bom funcionário público! Se assim fosse, não se sentiria indignado com a minha opinião (dado que a liberdade para a expressar é das poucas coisas que nos resta - quer dizer, também nos resta os funcionários públicos) mas sim de acordo com ela, pois, e isto é a realidade dos factos, a grande maioria NÃO PRESTA! e apesar de não ser partidária do seu "colega" que se intitula como 1.º Ministro, concordo plenamente com a redução do número de funcionários públicos e com o novo modelo de progressão na carreira... Só os que verdadeiramente merecem é que progridem!!
Como segunda nota apenas quero dizer que no sector privado, a remuneração dos trabalhadores é fruto do seu trabalho, daquilo que produzem, enquanto que a sua classe é remunerada maioritariamente através dos impostos pagos pelos utentes! Não seria muito mais proveitoso investir naquilo que realmente interessa?? Criar um sistema de ensino em que todos pudessem estar inseridos; um sistema de saúde realmente eficaz; pensões justas para os idosos (e não aquela miséria que recebem)... Um dia, todos nós necessitaremos de algo que o Estado não terá capacidade para nos dar... e tudo porque os valores provenientes dos impostos foram MAL APLICADOS!!!!
Em terceiro lugar, ERRO GROSSEIRO comete aquele que vê nos funcionários públicos uma mais valia para a Comunidade...substituam esses "velhos do Restelo" por gente jovem, com "sangue na guelra", com vontade de fazer algo realmente útil pelo nosso país!

Por fim, uma figura de estilo é a utilização de um recurso linguístico com o objectivo de realçar uma ideia ou emoção.
De ZePedro a 10 de Janeiro de 2008 às 13:02
Curiosamente depois de ler este novo re-comentário verifico que embora toda a discordância aparente existem muitas opiniões em comum mas passarei a responder ponto a ponto.
O experimentar o funcionalismo publico não é nem grandioso nem o deixa de ser é uma opção de vida que deve ser consciente e não uma saída profissional para quem mais nada poderá saber fazer dando como exemplo uma certa percentagem de professores que teem cursos sem verdadeiras saídas profissionais.
Relativamente ao me indignar com a opinião é apenas uma discordância na generalização que foi feita sem ter em conta a verdadeira realidade em que nem todos são péssimos nem todos serão bons. E ao discordar não censuro a opinião apenas contraponho com a minha no caminho da liberdade de expressão.
Vejo também que a opinião foi corrigida mais á frente para algo que eu concordo, a maioria dos funcionários públicos não presta mesmo mas isso ainda deixa espaço para os que prestam.
No que diz respeito ao sr. 1º ministro nem entre aspas o posso considerar de meu colega pois é alguém que não reúne as condições para poder usar o título de engenheiro o mais que ele se poderia intitular seria licenciado em engenharia pois existem regras e leis para se usar esse título as quais eu cumpro e por isso uso.
Depois de redistribuídos os funcionários públicos pelos locais em que realmente fazem falta também sou de opinião que cerca de 30 a 35% estarão a mais na maquina do estado por isso e limpar a casa o mais depressa possível.
As progressões e as promoções também é algo que estava mesmo muito mas muito mal pois não se concebe uma promoção automática só por se ter x anos de carreira, o novo sistema irá repor alguma verdade nessa questão mas ainda é brando demais na minha opinião deveria ser mais restritivo.
Também sei bem como é a remuneração no sector privado pois também por lá passei e embora nem sempre espelhe o trabalho realmente efectuado acaba por ser um reflexo mais próximo da realidade.
Em termos da aplicação do valor dos impostos bem como dos sistemas de segurança social e afins também concordo que não existe uma correcta distribuição mas aí na minha opinião a culpa será mais das decisões politicas e não directamente do funcionalismo publico mas isso será sempre uma questão de opinião.
E continuando a discordar eu nunca disse que os funcionários públicos são uma mais valia no estado em que estão referi só e apenas que nem todos são maus e que indubitavelmente não podem ser feitas generalizações por extrapolação.
E continuando verifica-se na camada mais jovem de funcionários um espírito completamente diferente daqueles que estão apanhados pelo sistema.

E já agora a folha de 25 linhas foi também usada para realçar o acto pois também já fui perito dos tribunais e sempre usei a folha branca A4 mas gosto do charme da folha azul tem um outro impacto.
De Marina Andrade a 11 de Janeiro de 2008 às 21:33
Uiiiii, estou a ver que afinal concorda comigo... apesar de jovem, consigo muitas vezes fazer com que os outros concordem comigo! :-)
Extrapolando um bocado o assunto, mas sempre em conexão com o tema inicial, acho que o grande problema do nosso país é simplesmente a INÉRCIA que corre no sangue dos portugueses! Perante uma situação de crise económica e financeira os portugueses mostram-se apáticos, assistindo a todo este teatro de camarote mas tendo sempre uma crítica a fazer... as palavras de ordem são: "NÃO FAZEMOS NADA MAS DISCORDAMOS COM TUDO!!!"
Não é este tipo de mentalidade que leva um país a progredir... e desculpe que lhe diga, mas os trabalhadores da função pública são em muito culpados, senão vejamos:
Um país sem governo não funciona, é uma anarquia; O governo é composto por Ministros que exercem as suas funções nos Ministérios que necessitam de trabalhadores (funcionários públicos) para trabalharem; Os Ministérios criam Institutos e Associações como forma de descentralização e de delegação de poderes, que necessitam, uma vez mais de trabalhadores (função pública) para laborarem... e daqui podiamos extrapolar até chegarmos à mais pequena repartição de finanças... Toda a máquina estadual depende dos funcionários públicos e os utentes necessitam da máquina do estado! Ora, isto tudo englobado, leva-nos à conclusão que o Estado e consequentemente os seus cidadãos, não progridem porque não tem quem o impulcione, quem lhe ligue o motor...
Como jovem que sou provavelmente acho que posso mudar o mundo mas, e chamem-me louca, acredito até ao mais infimo do meu ser que POSSO!

Desconhecia essa sua faceta jurídica e de "perito dos tribunais"?!
De Marina Andrade a 11 de Janeiro de 2008 às 21:42
Ah, esqueci-me de referir um ponto: presumo, que ao gostar tanto da folha azul esteja a assumir que já "passou do ponto", certo???? :-)
De Marina Andrade a 16 de Janeiro de 2008 às 21:13
AH, AH, AH... GANHEI!!!
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