Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007

O mar

O mar é algo que transmite muita coisa a quem o sabe apreciar.

Foi e será sempre descrito na história de muitas maneiras, amigo, inimigo, força que dá, destruição que provoca e muito mais coisas que toda a gente já leu.

Mas o mar pode ser muito mais coisas

Para mim começa por ser um confidente seja em que momento for esteja ele com a forma que estiver

Pode estar calmo, pode estar encapelado, pode ter ondas imensas

Mas está lá sempre para me ouvir

E mais ninguém sabe tanto sobre mim como o mar

O saber que ele me ouve permite que eu fale

E falando também me oiço e consigo melhor me compreender

Acaba com o seu ouvir ajudar guardando com ele tudo o que eu tenho para lhe dizer

E ouvindo dá força e energia a quem a ele faz as confidencias

Estas podem ser feitas mesmo sem se falar

Ele sempre nos entende na sua força e na sua serenidade

Estive com ele este sábado

E como sempre foi maravilhoso

Terça-feira, 16 de Janeiro de 2007

Termos que se usam

É curioso o que pode fazer a utilização certos termos.

Existem palavras que podem ter significados completamente diferentes conforme o local do País em que serão ditos.

Existem também objectos que teem nomes diferentes conforme a localização geográfica.

Dando alguns exemplos passo a citar:

 

Cadeado – aloquete

Corrente – encadeado

Bica – cimbalino

Cabide – cruzeta

 

E poderia continuar com muitos mais exemplos de palavras mas prefiro descrever uma situação à qual eu não assisti mas que me foi contada por um dos intervenientes.

 

Nos meus tempos de liceu estudava no mesmo ano um rapaz dos Açores que por casualidade tinha diversos irmãos e irmãs.

Um outro colega meu circulando pelo pátio num certo dia vê uma rapariga desconhecida que parecia perdida, “solicitamente” aproxima-se dela para lhe perguntar se necessitaria de alguma coisa…

Ao olhar para ela constata que os traços fisionómicos não lhe eram desconhecidos e pergunta se por acaso ela não seria irmã do nosso colega dos Açores.

Ao ter uma resposta afirmativa ele afirma imediatamente:

- Tinhas que ser mesmo, conheci-te pela pinta.

Acto contínuo a moça prega-lhe um estaladão daqueles de deixar a cara bem encarnada.

Explicação:

Nos Açores pinta é o nome dado em calão para a vagina….

 

Conselho:

Usar sempre palavras inócuas e que não se prestem a outras interpretações…

Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007

Janeiro

Dizem que Janeiro é o mês dos gatos.

Foi algo que sempre me lembrei, começam os ditos a miar de um modo bem estranho, parecem crianças a chorar, também sei que a justificação oficial é que será o mês em que os ditos gatos (e gatas) estarão com o cio mais apurado.

E qual será o mês dos homens?

E já agora qual o mês das mulheres?

E para não ser discriminatório qual será o mês dos/as outros/as?

Ou será que não existe o tal mês para os gatos e gatas de duas patas?

Na realidade pensando bem não deve existir o tal mês

Existem é alturas em que parece Janeiro ou pelo contrário não é Janeiro de maneira nenhuma

E tudo tem a ver apenas e só com a cabeça

Passo a explicar usando a sabedoria popular dos relatos passados boca a boca

E uma explicação é pela positiva e a outra pela negativa

Complexo?

Vamos ver que não é mesmo nada complexo

Explicação pela positiva

Para os homens será sempre Janeiro quando pensarem apenas e só com a cabeça errada

Para as mulheres nunca será Janeiro se invocarem a tradicional dor de cabeça

Como se pode verificar o ser ou não Janeiro reside apenas na cabeça

Donde se poderá deduzir que Janeiro pode ser o mês da cabeça

 

Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007

Comunicação

Em certas alturas do tempo verificam-se enormes saltos nos meios de comunicação ao nosso dispor, ao acabar de ler um mail à poucos minutos parei por uns momentos e comecei a relembrar.

Nos meus tempos de adolescente existia uma espécie de rede para promover a comunicação entre jovens tinha um nome bem curioso chamava-se os pen friends.

Então como funcionava esse sistema, existiam umas listas que teoricamente se teriam que pagar mas que acabavam por circular copiadas (sim copiadas à mão nessa altura porque as fotocópias eram raras e caríssimas) onde se lia o que agora se chama o perfil de alguém.

Depois de se encontrar quem eventualmente corresponderia à necessidade de comunicação escrevia-se uma carta daquelas mesmo em papel e de preferência sem erros ou rasuras para que se pudesse passar uma boa imagem nossa, tínhamos que a colocar num envelope e ir aos correios comprar o selo respectivo geralmente para um país distante.

A seguir era a espera para se saber se seríamos respondidos ou não e segundo as experiências de diversos escritores e escritoras o tempo médio de espera era de cerca de um mês.

Enviei umas três ou quatro cartas para destinatários diferentes mas só obtive uma resposta que deu origem a uma troca de correspondência continuada ao longo de uns dois ou três anos.

Mas era curioso deveriam ser apenas trocadas umas 10 a 12 cartas por ano em que muito se tentava dizer em uma ou duas folhas de papel escritas dos dois lados eventualmente com a troca de uma ou duas fotografias.

Actualmente acontece poderem ser trocados 4 ou 5 mails por dia, para alem de não sei quantas sms passando a informação que se apreendia num ano em dois ou três dias (caso seja essa a vontade).

Por isso pensando bem não admira que certas relações acabem por ter uma evolução extremamente rápida, mas acabam por não ter o tempo de maturação necessário, nem o tempo correcto de reflexão, é quase como o fugir para a frente.

Mas ainda existem as excepções à regra.

E que durem imenso tempo essas excepções.

Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2007

Inaugurações e almoços

No momento em que estou a escrever este texto acabei de fugir de uma situação descrita no título.

Fui convidado para a inauguração de um restaurante aqui perto do local onde trabalho, sei porque fui convidado (por ter feito algo que qualquer pessoa que tenha o mínimo de brio profissional e respeito por quem se atende teria feito) mas também por respeito a quem me convidou acedi.

Verifiquei ao lá chegar que as chamadas “forças vivas” da construção deste local estavam presentes em companhia dos representantes de quem anda à roda dessas pessoas, a saber elementos dos bancos, da repartição de finanças, da conservatória e afins.

Colocando em outras palavras os cromos do costume.

Mesa com comida mais do que suficiente, o apelo ao consumo de bebidas alcoólicas por parte de quem convidou e os olhares de gula dos presentes para certas coisas presentes na mesa.

Algo que estava previsto como um almoço volante acabou por ser desvirtuado pelos mais afoitos que começaram a ir buscar cadeiras e a “abancar” em frente ás travessas que mais lhes agradava.

Uma pura manifestação de gula por parte dos presentes que pareciam não comer à não sei quantos dias e que parecia terem medo que alguém fosse comer a parte que lhes cabia pelo modo como enchiam os pratos e pela velocidade com que deglutiam tudo o que tinham à frente.

O espectáculo de ver aquelas pessoas que são tomadas como pilares de uma certa sociedade a terem um comportamento alarve fez-me imensa confusão, mas por outro lado constatei que apenas em certas situações se consegue ver o real das pessoas e que por vezes é bem melhor não se conhecer como é que as pessoas realmente são.

O que é que eu acabei por fazer?

Discretamente retirar-me e pronto.

Estive presente e honrei o convite que me foi feito.

Mas não poderia ficar num local em que me estava a sentir mal.

São precisas gerações para educar um Povo.

 

sinto-me : Triste
música: dEVE SER LIDO EM SILENCIO OUVINDO O MASTIGAR
Terça-feira, 9 de Janeiro de 2007

Ter consciência

Pode ser um título meio estranho mas foi algo que me veio à cabeça no passado sábado de manhã.

Passo a explicar, no referido sábado levantei-me bem cedo com a intenção de calmamente me dirigir para a zona de Grândola para ver passar a caravana do Lisboa Dakar, para quem não saiba sou um aficionado de tudo o que tem a ver com desporto automóvel à muitos anos.

Mas os meus gostos são apenas um aparte ou talvez a explicação da razão pela qual eu estava em determinado local a determinada hora do dia.

Era ainda noite e estava nevoeiro bastante por sinal, curiosamente a primeira coisa que me chamou á atenção relativamente à falta de consciência de diversas pessoas foi na área de serviço de Palmela um grupo de indivíduos a beber cerveja como pequeno-almoço aquela hora da manhã.

Continuando a rolar verifico que muita gente não sabe como se comportar na estrada, desde condutores que não tinham os faróis de nevoeiro acessos, a indivíduos que rolavam com os quatro piscas acesos o que pode induzir em erro quem se aproxima pois imagina-se que poderemos estar perto de algum perigo não assinalado conjugando com quem rolava a velocidades que me pareciam superiores ao que seria aconselhável para as condições atmosféricas.

Na realidade o conduzir com nevoeiro não terá uma velocidade determinada pois tem a ver com a visão de cada um e a capacidade de reacção tendo em conta o veículo que se conduz.

Mas mais à frente verifiquei que bastantes condutores/as não tiveram a devida consciência, dois acidentes envolvendo diversas viaturas e informação que mais alguns acabaram por acontecer.

É tão simples guiar com cautela e com a devida prudência porque é que muita gente não se assinala devidamente e quer ganhar 5 minutos ao percurso para nada?

É verdade que se deve viver a vida intensamente mas devemos ter consciência que apenas o poderemos fazer se os nossos actos não vão prejudicar terceiros, por isso tenham consciência porque mesmo se chegarmos 5 minutos mais tarde a festa far-se-á na mesma.

sinto-me : Com vontade de ...
música: Não merece
Segunda-feira, 8 de Janeiro de 2007

O nevoeiro

Curiosamente os fenómenos da natureza são algo que costuma inspirar palavras que acabam por ser escritas.

Tem sido uma presença constante destes dias o nevoeiro pela manhã (será de notar que a data de escrita deste texto pode nada ter a ver com a data de publicação), e o nevoeiro encontra-se associado na tradição ao aparecimento de algo desejado.

Relembro o mito do D. Sebastião.

Mas para mim o nevoeiro significa muito mais do que isso, para mim o nevoeiro é um esconder da realidade que numa observação mais lata poderá ser o meio para nos transportarmos para uma outra dimensão.

O referir uma outra dimensão nada tem a ver com novos universos ou mundos paralelos embora por vezes desse vontade de atravessar o espelho como a Alice fez num livro bem interessante.

Então o que é a nova dimensão? Não é nada de especial é apenas aquele lugar onde tudo acontece de acordo com o que sentimos.

Talvez um local que pode ser perfeito só para nós.

Mas tal como o nevoeiro esse local é efémero e basta um raio de sol para nos trazer de novo à realidade.

Acaba o difuso e aparece a nua realidade.

Mas os momentos nessa nova dimensão acabam por fazer com que acabemos por olhar para nós de um modo que nem sempre vemos e ajudam a que a nossa realidade possa ser melhorada pois existe sempre algo que podemos fazer para melhorar a nossa realidade.

Por isso gosto de vogar no nevoeiro mas não se pode vogar por muito tempo para que não se confundam desejos com realidades, apenas o tempo suficiente para que os desejos ajudem as nossas realidades.

sinto-me : desejando
música: Es una historia - Presuntos Implicados
Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007

Vícios

Vícios, um resultado da nossa sociedade, ao existirem imensos estímulos somos tentados por ter vícios uns maus, outros bons, outros saudáveis mesmo.

 

Existem muitos por aí mas neste momento tenho vontade de falar em três vícios dos quais sou militante.

 

O primeiro de que vou falar é do café não por ser o maior de todos nem por ser o que mais gosto mas apenas porque tinha que começar por algum.

O café bebida negra, quente, estimulante, serve para aquecer, para animar, para despertar também, adoro o ritual de chegar o café à minha frente, abrir lentamente o pacote de açúcar, deitar o açúcar lentamente e ver o montinho que se forma sobre a espuma antes de se afundar todo de uma vez através do seu peso.

Depois o mexer do café que tem sempre duas componentes, o mexer para derreter o açúcar e o mexer apenas pelo prazer do mexer (existem estudos sobre o assunto que afirmam que o numero ideal de rotações da colher na chávena do café é de 104, sendo 44 para que o açúcar se dilua e 60 por puro prazer).

Depois é o beber do café em golos bem pequenos saboreando o calor e o sabor do café (já sei que os puristas dirão que o café se bebe sem açúcar mas neste caso o vício é meu), e enquanto se bebe começamos a sentir um calor interior e uma subida do nosso nível de energia (por acaso agora ia um café…).

Acaba por ter um defeito o café, é servido numa dose muito curta o que faz com que se tenham que beber diversos durante o dia.

 

O segundo vício é o tabaco, no meu caso o vulgo cigarro.

Deve existir quem comece já a pensar pára lá de fumar tu tás para aí a matar-te aos bocadinhos e coisas do género, se calhar até estarei mas isso agora não me interessa nada.

Fumo sim e tenho prazer na companhia do meu cigarro, sei que em termos de saúde não será a melhor opção mas tenho um objectivo em mente.

Após ler diversas coisas e ter falado com diversas pessoas, existe uma corrente de pensamento e de estudo que diz que existe um limite de equilíbrio para contrabalançar o prazer de fumar com o mínimo dano possível para a saúde e esse limite indica 7 (sete) cigarros por dia.

Quando comecei a pensar seriamente no assunto fumava cerca de 30 cigarros por dia, ao fim de alguma mentalização e num período de 15 dias consegui reduzir para 20 cigarros por dia, estou numa fase em que já não preciso de fazer esforço nenhum para manter este nível e sei que a curto prazo vou conseguir reduzir para os 15. Depois de estar estabilizado esse patamar vamos até ao objectivo do numero 7, numero com significados muito interessantes na filosofia chinesa (talvez um dia possa escrever sobre isso ou também não).

Mas o cigarro é uma companhia e uma ancora para alem de um prazer, serve para acalmar quando temos vontade de dar três berros a alguém, serve para ajudar a raciocinar ou para tirar algumas duvidas, como eu costumo dizer sabe tão bem fumar um pensativo cigarro quando estamos sós.

 

O terceiro vício

O terceiro vício ficará para outro dia porque se não ficam a saber tanto como eu…

 

sinto-me : viciado?
música: Desafinado - (versão Sergio Mendes)

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