Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2007

Inaugurações e almoços

No momento em que estou a escrever este texto acabei de fugir de uma situação descrita no título.

Fui convidado para a inauguração de um restaurante aqui perto do local onde trabalho, sei porque fui convidado (por ter feito algo que qualquer pessoa que tenha o mínimo de brio profissional e respeito por quem se atende teria feito) mas também por respeito a quem me convidou acedi.

Verifiquei ao lá chegar que as chamadas “forças vivas” da construção deste local estavam presentes em companhia dos representantes de quem anda à roda dessas pessoas, a saber elementos dos bancos, da repartição de finanças, da conservatória e afins.

Colocando em outras palavras os cromos do costume.

Mesa com comida mais do que suficiente, o apelo ao consumo de bebidas alcoólicas por parte de quem convidou e os olhares de gula dos presentes para certas coisas presentes na mesa.

Algo que estava previsto como um almoço volante acabou por ser desvirtuado pelos mais afoitos que começaram a ir buscar cadeiras e a “abancar” em frente ás travessas que mais lhes agradava.

Uma pura manifestação de gula por parte dos presentes que pareciam não comer à não sei quantos dias e que parecia terem medo que alguém fosse comer a parte que lhes cabia pelo modo como enchiam os pratos e pela velocidade com que deglutiam tudo o que tinham à frente.

O espectáculo de ver aquelas pessoas que são tomadas como pilares de uma certa sociedade a terem um comportamento alarve fez-me imensa confusão, mas por outro lado constatei que apenas em certas situações se consegue ver o real das pessoas e que por vezes é bem melhor não se conhecer como é que as pessoas realmente são.

O que é que eu acabei por fazer?

Discretamente retirar-me e pronto.

Estive presente e honrei o convite que me foi feito.

Mas não poderia ficar num local em que me estava a sentir mal.

São precisas gerações para educar um Povo.

 

sinto-me : Triste
música: dEVE SER LIDO EM SILENCIO OUVINDO O MASTIGAR
publicado por ZePedro às 10:00
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3 comentários:
De Maria Alfacinha a 11 de Janeiro de 2007 às 20:30
Lá está... cházinho em pequenino nunca fez mal a ninguém :-) E "fato e gravata" (ironia apenas...) não é sinónimo de educação.

Beijo com maneiras
De FM a 30 de Janeiro de 2007 às 16:16
Pezitooooo,
pelo que descreveste, e nem foi preciso ir até à parte do 'abancamento dos alarves' já imaginava o final da história...
Foi das primeiras coisas que conheci em ti, e está no top10, uma qualidade que me faz adorar-te e admirar-te como pessoa e amigo, a tua humildade e modestia.
BJ

FM
De FlordeLis a 2 de Abril de 2007 às 13:36
"De pequenino se torce o pepino", e nem o fato e a gravata conseguem disfarçar a educaçao que lhes deram, mas valha a verdade, nao é assim, tambem nos casamentos, nos baptizados, etc e tal... ?e nao é preciso ser-se engenheiro, medico, ou funcionario da camara, para percebermos que a miseria anda na sua maioria das vezes, muito bem vestida!

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